LeBron James (23, de amarelo) lidera o Los Angeles Lakers em busca do título. Foto: Reprodução/Facebook oficial da NBA

Após a suspensão da temporada e retomada das atividades dentro do complexo da Disney, a NBA está nos momentos decisivos com a final entre Los Angeles Lakers e Miami Heat. Mas, independentemente do resultado final e de qual franquia seja campeã, a liga profissional de basquete dos Estados Unidos sai com uma imagem muito positiva e fortalecida desse período da pandemia de coronavírus.

O primeiro ponto é o protocolo de segurança. Os jogadores chegaram a testar positivo antes do retorno aos treinos para o reinício da temporada, quando ainda não estavam todos confinados e isolados. Mas, na “bolha” montada na Flórida não houve nenhum caso positivo de coronavírus em três meses até o início da decisão.

Para que isso acontecesse foram investidos 170 milhões de dólares. Os jogadores, comissões técnicas e demais membros dos times ficaram instalados em 18 hotéis e utilizaram três arenas para jogar e sete para treinar.

Quando uma pessoa entrasse na “bolha” ficava 48 horas isolada e só era liberada para fazer as atividades após dois testes negativos de Covid. Sair do complexo da Disney só em casos realmente urgentes, como nascimento do filho ou problemas familiares. Se saísse, o jogador da equipe passava alguns dias em isolamento até fazer testes e ser novamente liberado ao retorno das atividades.

PROTESTOS

Outro assunto que merece destaque durante o período da NBA confinada na Disney é a consciência e a luta por igualdade racial que os jogadores vêm demonstrando. Desde a retomada dos jogos, em julho, eles ficam de joelhos durante o hino dos EUA, colocam mensagens de conscientização nas camisas e exigem punição aos agressores.

O momento de maior repercussão, entretanto, se deu em 26 de agosto quando os jogadores resolveram boicotar o campeonato e se recusaram a jogar as partidas dos playoffs em protesto contra o racismo e a violência policial sofrida por Jacob Blake, negro de 29 anos que levou sete tiros no estado de Wisconsin. O movimento acabou cancelando as partidas entre Houston Rockets e Oklahoma City Thunder, Los Angeles Lakers e Portland Trail Blazers e Milwaukee Bucks contra Orlando Magic. Houve reuniões na noite do dia 26 e no dia seguinte, quando ficou definido que a competição seria retomada prometendo que o esporte seria uma forma de ampliar a discussão sobre o racismo.

O boicote dos atletas da NBA fez com que outras modalidades esportivas dos Estados Unidos também se mobilizassem. Houve adiamentos de jogos de beisebol, futebol e tênis, na qual a tenista japonesa Naomi Osaka disse que não participaria mais das semifinais do torneio de Cincinnatti.

Inter e Atlético podem quebrar tabus. E não apenas os próprios

Anterior

Opinião: Santos é a melhor história desse início de Brasileirão

Próximo

Você também pode gostar de

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *