Largada na Fórmula 1
Foto: twitter oficial da Fórmula 1

Bem como já era esperado, a Fórmula 1 deixou a Globo já neste ano. Por outro lado, a ida para a Band pegou os fãs um pouco de surpresa (rumores diziam uma ida ao SBT). Esta não seria a primeira vez que a Band transmitirá a categoria, já que em 1980 a categoria esteve nas telas da emissora dos Saad.

A mudança causará impactos não só na Formula 1, mas no automobilismo brasileiro em si. Para começar, não é tão estranho a ida para a Band. Afinal, o canal é experiente com esportes e tem capacidade de fazer boas transmissões. E a emissora também tem Celso Miranda, narrador que entende bastante de automobilismo.

Muitos fãs de Fórmula 1 devem estar decepcionados da categoria não ter ido para o SBT, que tem Téo José, a voz da Indy nos anos 90 e considerado por alguns o melhor narrador de automobilismo do Brasil. Só que, ao contrário da Libertadores, a Fórmula 1 não e tão atrativa para o público brasileiro. E aí entra outro ponto que a Band deve mudar.

Dependência de Ayrton Senna

Poucos negam que Ayrton Senna foi um grande piloto. Contudo, ele não era apenas bom, mas também era carismático. E mesmo após a sua morte, a imagem de salvador da pátria continuou sendo explorada. Com isso, dois erros foram cometidos.

O primeiro é que a busca pelo “novo Senna” jogou enormes responsabilidades para os pilotos brasileiros (Rubens Barrichello foi o mais afetado por isso) . E o segundo ponto é que o brasileiro médio não aprendeu a gostar de automobilismo, mas sim a idolatrar pilotos e mistifica-los.

Ayrton Senna tem que descansar. E a Band tem que mostrar o que a Fórmula 1 tem de melhor, em vez de apenas pressionar brasileiros

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