Alemanha
Marita Koch, uma das atletas suspeitas de doping. Foto: Reprodução/YouTube

O dia 9 de novembro de 1989 ficou marcado na história não apenas da Alemanha, mas também do mundo. Afinal, foi neste dia em que o Partido Socialista Unitário da Alemanha começou a derrubar o Muro de Berlim, que separava a cidade de Berlim no lado capitalista e lado socialista. A queda do muro sinalizava que o socialismo estava caindo de podre, visto que outros países do Leste Europeu também derrubando os seus regimes.

O socialismo se mostrou um desastre humanitário em todos os lugares onde predominou. Por causa dele, desgraças como o Holodomor, a Grande Fome Chinesa e o genocídio no Camboja, aconteceram. Contudo, o Universo Esporte relembrará outra grande tragédia socialista: o caso das mulheres vítimas de doping forçado na Alemanha Oriental.

O caso

Não se sabe o ano exato em que isto começou, mas o que se sabe é que o governo da Alemanha Oriental começou a financiar um programa secreto que visava dopar as atletas mulheres do país. E a fim de que o experimento realmente daria certo, o doping começava desde jovem, com meninas de 12 anos ou até menos em alguns casos. As garotas recebiam hormônios, esteroides e e drogas usadas para melhorar o desempenho nas competições. E elas não sabiam que estavam sendo dopadas. A operação era vigiada pela Stasi, a polícia secreta do país.

Como resultado, o desempenho das atletas da Alemanha Oriental aumentaram. Nos Jogos Olímpicos da Cidade do México-1968, o país ganhou nove medalhas de ouro; quatro anos mais tarde, foram 20. Contudo, o salto veio em Montreal-1976, com 40 medalhas de ouro, a maioria delas na natação e no atletismo. Nas Olimpíadas de Inverno, as alemãs passaram a dominar as provas de patinação de velocidade.

Nos Jogos Olímpico de Seul-1988, últimos a serem realizados antes da reunificação, a Alemanha Oriental conquistou 37 medalhas de ouro.

Consequências

Em 2001, a ex-velocista Ines Geipel lançou um livro no qual relata os casos de doping forçado. De acordo com estimativas, dez mil atletas tenham passado pelo programa de doping forçado. Muitas delas morreram, enquanto que outras desenvolveram depressão. Algumas conseguiram ter filhos, porém todos com alguma deficiência. Um caso famoso foi a de Heidi Krieger, que tomou tanto hormônio que em 1997 passou pela cirurgia de troca de sexo e hoje vive como Andreas Krieger.

Enfim, quando fala-se em crimes do socialismo, poucos falam nos casos de doping forçado na Alemanha Oriental. Contudo, ´é importante relembrar estes casos para que eles não se repitam no futuro.

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