Complexo do Ibirapuera
Foto: Reprodução/Governo de São Paulo

Uma notícia nesta semana pegou o esporte olímpico brasileiro de surpresa. O Complexo do Ibirapuera, sede do famoso Ginásio do Ibirapuera, palco de grandes eventos esportivos, pode ser privatizado. O anúncio causou polêmica. Opositores dizem que o local será substituído por um shopping. O governador João Doria (PSDB) negou a demolição do complexo.

Privatização é um tema bastante polêmico, mas pode ser muito boa para o esporte. Entenda o porquê.

Por quê privatizar?

De acordo com os números do governo estadual, o Complexo custa 15 milhões de reais por ano. Entretanto, ele gera apenas cinco milhões. Ou seja, um prejuízo de dez milhões de reais aos cofres públicos.

Além disso, na iniciativa privada resolver problemas é mais fácil. Por exemplo: se uma lâmpada queimar, basta contratar uma empresa para ir ao local e trocá-la. Por outro lado, no poder público, se uma lâmpada queima, é necessário fazer um chamado que pode durar até mais de um ano. Enquanto isso, o local vai apodrecendo. É por isso que o argumento do “sucatear para privatizar” é falso.

Como o esporte pode se beneficiar da privatização?

Para que o complexo esportivo continue em pé, os atletas e federações podem apresentar propostas mostrando que o local pode dar lucro. As quadras de tênis, por exemplo, poderiam ser reformadas visando receber eventos como um ATP 250. Ou então partidas de exibição com tenistas famosos. Mesma coisa com o complexo de piscinas, que poderiam sediar eventos de esportes aquáticos.

Já o caso do estádio é mais complicado. Como todos os times profissionais de São Paulo já possuem um estádio. E ainda tem o Pacaembu em caso de “emergências”, fica claro que não tem como usar o local para futebol. Neste caso, seria necessário um estudo maior para saber como proceder.

Em geral, as privatizações trazem bastante benefícios, e existam várias provas disto. E vale lembrar que os atletas que ganharam medalhas vieram da iniciativa privada, seja ela em clubes ou projetos sociais.

Contudo, o brasileiro em geral ainda vive numa cultura de dependência estatal. E teve até mesmo quem defendesse intervenção do estado no futebol após o 7 a 1. Já passou da hora do esporte parar de ficar atrás de governo e pensar em andar com as próprias pernas.

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